GDF vai investir R$ 40 milhões no novo Centro de Referência de Doenças Raras do Hospital de Apoio

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Nova unidade vai ampliar os serviços e facilitar o acesso a equipes especializadas para diagnóstico e tratamento de pacientes


O Governo do Distrito Federal (GDF) construirá um Centro de Referência de Doenças Raras no Hospital de Apoio de Brasília (HAB). A nova unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) vai ampliar os serviços e facilitar o acesso a equipes especializadas para diagnóstico e tratamento das doenças.

O edital publicado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) prevê o investimento de R$ 39.404.429,88 para ampliar a Unidade de Atenção Especializada em Saúde do HAB, Bloco de Doenças Raras, que irá se tornar o Centro de Referência de Doenças Raras (CRDR) do DF.

Segundo a vice-governadora Celina Leão, a licitação para a construção do Centro de Referência de Doenças Raras é uma conquista muito significativa para o Distrito Federal. “Ainda como deputado federal, destinou recursos para que esse projeto pudesse sair do papel. Agora, acompanhando essa etapa, tenho a verdade de que o centro será um espaço de acolhimento e esperança.

O edital foi  publicado na última segunda-feira (15), no  Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) . A apresentação das propostas será realizada no dia 17 de dezembro, às 9h. Mais informações:  www.novacap.df.gov.br  e  www.gov.br/compras ; (61) 3403-2321 ou 3403-2322 e e-mail nlc@novacap.df.gov.br.

“Esse centro será muito importante para atender ainda mais rápido pacientes que desativam um cuidado mais especializado. Saber que esse processo acelerado, desde o diagnóstico até o tratamento, pode fazer toda a diferença tanto para impedir a evolução da doença quanto na efetividade do tratamento e qualidade de vida”, disse o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.

A médica Gabrielle Roos Diehl, responsável técnica de genética da SES-DF, ressalta que a ideia é otimizar os atendimentos de crianças e adultos com doenças raras no centro do HAB, podendo desafogar atendimentos na rede pública. “A ampliação dos atendimentos e a adequação dos laboratórios, tornando o CRDR um ambiente de excelência para acolhimento, diagnóstico e tratamento de doenças raras em todas as faixas etárias. Além disso, vamos promover a pesquisa e avançar no acompanhamento dessas doenças”, citada.

Doenças raras

Por meio da Coordenação de Doenças Raras, a Secretaria de Saúde promove o atendimento a pessoas com doenças raras no DF, participando em conjunto com hospitais de referência, como o HAB e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), oferecendo atendimento a adultos e crianças. O serviço tem como objetivo garantir um acompanhamento multidisciplinar, desde o diagnóstico precoce, por meio do Teste do Pezinho ampliado, até o tratamento e reabilitação dos pacientes.

São consideradas doenças raras aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de cem mil indivíduos, ou seja, 1,3 pessoa para cada 2 mil indivíduos. No DF, são entre 140 e 150 mil pessoas vivendo com uma condição rara. A complexidade é uma ampla diversidade de sinais e sintomas, que variam não apenas de doença para doença, mas também entre pessoas que possuem a mesma condição.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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